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Uma trilha para se divertir com João e Maria

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Um passeio que é um conto de fadas, uma bruxa que é gente boa e uma casa de doces à la João e Maria onde a surpresa não é um caldeirão fumegante e sim estantes repletas de livros.

Em Curitiba, esse lugar existe sim. Localizada em meio à mata preservada, no coração do Bosque do Alemão, um parque que é um ponto turístico da cidade, a Trilha de João e Maria, inspirada no conto dos Irmãos Grimm, é uma das atrações do passeio. Apaixonados por livros, os irmãos Leonardo, 5 anos, e Marina, 2, encararam o percurso ansiosos para avistar a Casa da Bruxa, mas encantados também pelas aventuras do caminho, que reconta, ao longo da mata preservada, a história das crianças abandonadas no meio da floresta em 12 painéis azulejados.

– Olha, Marina, essas folhinhas. Podemos largar no caminho pra não nos perdermos – avisou Leonardo, totalmente inserido no conto de fadas.

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Para iniciar o passeio, o ideal é entrar no parque pelo Oratório Bach, na esquina das ruas Schubert e Nicolo Paganini, onde funciona uma lanchonete. Logo em seguida, o percurso descortina uma vista incrível da cidade, da Torre dos Filósofos, e, na descida, abre caminho para a trilha, que se encerra do outro lado do parque, no pórtico alemão. Mas é no meio do caminho, porém, que fica o espaço mais esperado pela criançada: a Casa da Bruxa, onde, na realidade, funciona uma biblioteca pública, com direito à hora do conto, muitos livros, vassouras, chapéus e até um caldeirão.

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Caracterizada das botas ao chapéu, a professora da rede municipal de ensino, com pós-graduação em Contação de Histórias, Elisabeth Cesar Maschke, 56 anos, encarna o título de Bruxa Beth há 19 anos, e, mesmo depois de quase duas décadas de fantasia, segue encantada com o projeto de aproximar as crianças da leitura de maneira lúdica.

– Eu tenho muito orgulho de ser bruxa e contadora de história. É uma forma de encantar as crianças, levá-las para o universo das histórias dos livros. E elas ficam fascinadas, querem conhecer a minha casa de verdade, contam atitudes delas, pegam em mim para ver se é de verdade. E o legal é que percebem que as bruxas malvadas moram dentro dos livros, de lá não saem. Acabam exercitando a imaginação e a fantasia – conta Beth que, três vezes por semana, gasta 30 minutos em maquiagem e caracterização para encarnar a personagem.

– Nesses dias eu até almoço vestida de bruxa – completa.

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A biblioteca com ares de bruxaria conta com uma equipe de bruxas formada exclusivamente por professoras da rede municipal de ensino, com pós-graduação em contação de histórias, e recebe cerca de 250 crianças a cada fim de semana, fora as visitas semanais de turmas de escola. Além de clássicos da literatura infantil, o local abriga títulos de escritores alemães. E o melhor: é possível fazer empréstimo das obras. Desconfiados de início, Leonardo e Marina não demoraram muito a se entregar aos encantos da Bruxa Beth, que ofereceu vassouras, chapéus e muitas histórias para a dupla. Com muita paciência, tom de voz afetuoso e ofertas para adentrarem em seu mundo secreto, a bruxa logo ganhou dois ajudantes.

– Ela é legal, Marina. Pode voar na vassoura dela – autorizou o irmão mais velho.

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 Fotos: Carlos Edler

 

 

 



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