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10 coisas que não acontecem só na sua casa

Shirly Glikas

Mãe é tudo igual. Só muda de endereço. O velho ditado não é tão antiquado assim. Em rodas de mães, blogs, livros e séries de TV, o sentimento comum de não dar conta sempre vem à tona. Porém, com um bocado de empatia – e humor -, essa catarse coletiva ajuda a conferir mais leveza para tocar a aventura da maternidade adiante.

Mãe de Taly e Beny, a publicitária paulista Nurit Masijah Gil resolveu respirar fundo, relaxar e transformar as dores e delícias da maternidade em livro. A Senhora Perfeitinha e Outros Textos (Editora Buqui) é uma coletânea de crônicas que falam de uma maternidade mais leve e retratam as experiências do cotidiano com um toque de humor.

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– A gente já carrega nas costas uma rotina maluca, a preocupação enorme com o futuro e julgamentos mil. Temos que educar, trabalhar, estar com a depilação em dia e não deixar faltar papel higiênico em casa. Fala sério! Somos todas incríveis. Só que falhamos. Então o negócio é relaxar, desabafar e entender que só muda o endereço. Fazemos com amor e somos incríveis mesmo na nossa imperfeição – diz Nurit.

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Nessa semana especial em comemoração ao Dia das Mães, o site de Marisol convidou Nurit a listar algumas angústias da maternidade comuns a todos os endereços. É nosso jeito de convocar todo mundo a respirar fundo, relaxar e viver a Feliz Idade das crianças com mais leveza, brincadeiras e humor.

10 coisas que não acontecem só na sua casa

1- Logo no início, descobrimos que puerpério não é uma espécie de molusco. É uma fase em que os hormônios resolvem fazer um baile de Carnaval em nosso corpo. A gente chora quando deveria estar sorrindo, jorra leite nos momentos mais impróprios e tem certeza de que não vai dar conta da maternidade quando sequer consegue cortar as unhas de um recém-nascido. Passa, ufa!

2- Acreditamos que nosso casamento já enfrentou todos os tipos de desafios, até ter filhos. Entre sutiãs beges, olheiras, despesas elevadas à oitava potência, um corpo que ficou com certas sobras, papos escatológicos e uma cama de casal que está mais para coração de mãe, conhecemos o verdadeiro “e foram felizes para sempre”: o da vida real.

3- Vamos enfrentar: nossos filhos, em algum momento, protagonizarão ataques de birra em locais públicos. Basta escolher se a melhor opção será encarnar a Super Nanny ou voltar correndo para casa.

4- Educar não é moleza: damos bronca quando temos vontade de rir, abraçar, afofar e quando gostaríamos de chorar, consolar, ninar.

5- Não é por falta de coordenação, mas incrivelmente passamos a morder a língua constantemente, permitindo o que em hipótese alguma era cogitado antes de resolvermos desconstruir na prática os comerciais de margarina.

6- Às vezes cansa. Dá vontade de passar uma semana sozinha em Paris, sem qualquer obrigação, tomando champagne às três da tarde. Pode cansar sim, ninguém é uma mãe pior por causa disso. Paris desacompanhada já é bem mais complicado.

7- Lembra daquelas mulheres mais velhas que adoravam falar de casa, rotina e filhos? Então, somos elas.

8- Não falta gente acreditando que sabe fazer qualquer coisa de uma forma melhor que a nossa quando o assunto é cuidar de filhos. O negócio é ignorar, afinal de contas, apenas os nossos beijos conseguem curar os machucados que eles têm na vida. Bem, ao menos enquanto forem crianças.

9- A gente se acostuma com a vida de cabeça para baixo e percebe, na verdade, que ela fica incrível sob esta perspectiva.

10- Tudo, tudo passa. E nos damos conta de que a pena é que passa rápido demais.

 Fotos: Arquivo Pessoal



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